segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Enriquecer seus valores

Somos uma tábua, onde ali se faz tudo, desde o alimento até a manufatura de um trabalho qualquer.

Segundo o filósofo, somos o pé e o calcanhar de tudo, somos o solado da soleira, a visão da viseira...

Não estamos num caminho, somos o caminho encontrando a chegada, sempre em movimento seguimos uma trajetória que nem sabemos se chegaremos.

Buscamos algo que nunca imaginamos saber.

O encontro é chamado de divino, pois a divindade é pura inteligência.

Sabemos que somos e estamos e nunca compreendemos o que temos.



Agradecemos a algures do cosmos, chamamos de Deus e seu filho primogênito jesus, mas não sabemos porque agradecer se a resposta a tudo isso pode ser a que nunca imaginamos receber.

Procuramos nos encontrar onde já nos encontramos.

Andamos num deserto qualquer, pois é isso que o livro sagrado diz.

Sabedoria não é inteligência, inteligência é tudo, mas sem sabedoria, se perde na obscuridade da vida.

A visão, olfato e todos os sentidos nos ajudam, mas nunca vamos compreender.

Entendemos, vivemos e nem sequer sabemos pra quê.

Palavras de um mestre, palavras de um que faz a diferença entre muitos, adianta?

Só vai na igreja quem quer rezar.

Só vai pra casa quem tem e quem quer descansar.



Nem sempre o lar se resume a paredes e um telhado, os índios, alguns, os esquimós e tantos outros andarilhos por aí.

Eu tinha Pai e Mãe, eu fui um menino peralta, vivi minha infância, sempre tive um lar, mas será que sempre fui feliz?

A felicidade é um bloco de pedra que ninguém consegue quebrar.

Meu valor é meu único legado, mas que muitos não sabem admirar.

Você tem um valor único, não desista dele, pois muitos vão querer lhe roubar.



A dignidade é a chave de tudo, se ela assim desaparecer, o seu valor dilui como o passado que desaparece e como o futuro que nunca chega.

Estamos diante de paradigmas e paradoxos, estamos em uma relação onde o valor é tudo, e a sabedoria de nada importa.

As televisões, computadores e todas as mídias vomitam capitalismo, materialismo, dizem que você é o que tem e não o que você realmente é:

- ser humano.

Somos o quê neste universo sombrio?



Porque derrubar árvores, destruir a natureza, cavar túneis para auto estradas aparecerem, com fumaças tóxicas, tornando este planeta mais veloz e feroz.

É novo?

Tem energias?

Então aproveite para se preparar, com a idade seus valores irão desaparecer, de nada adiantará esse corre corre, essa loucura por poder, status e fama, sem falar no poder aquisitivo consumido.



Você é feliz?

Que bom.

Mas é feliz porque é tudo que é?

Por você ser você mesmo ou pelo que tem?

É feliz por ter saúde, paz espiritual ou porque tem uma televisão de "trocentas" polegadas em sua sala cheia de quadros e outra maior ainda em seu quarto?

Porque tem ar condicionado em todo lugar em sua casa, tem um "carrão" daqueles na garagem, seus vizinhos o bajulam porque é "importante", é por isso que é feliz?



E se você morasse nas ruas, catasse lixo pra comer e venderia o que encontrasse de reciclável, quando as pessoas passam e o olham com aquele ar de repuxão...

Então seria feliz do mesmo jeito?

A felicidade é uma rocha, granito puro onde só quem consegue obter é aquele puro de coração e inocente como um todo.

O que é um todo?



É o ser que tem a felicidade de ser feliz em todos os momentos, sem se importar com o que tem, apenas com o que consegue viver.

São tantas tentações que o Amor está ficando cada dia mais obsoleto.

Se você tem, é tudo pra tudo e pra todos.

Se você não tem, não é nada pra você e nem pra ninguém.



Seus valores estão dentro de você, não importa o que as pessoas vão achar de você, se você não tem carro, nem casa e nem um trabalho, sua dignidade não pode ser "roubada" pelo capitalismo insano e cruel.

As pessoas arrancam do próximo, sua maior riqueza, depois de acabar com o próximo, por não ter lhe restado nada de valor material, então começam a maltratá-lo como um câncer, uma doença que não sara, o fogo que nunca termina, e então, depois de tudo o ser ali, desprezado, humilhado, cai por terra, fazendo-se comida para os vermes e nada mais que isso.

Somos tão pequenos, tão pobres de espírito que nem damos conta disso.



Cristãos vão à igreja, pedem perdão para seus pecados diários, quando saem da igreja, retornam às absurdas ruindades mundanas, para depois retornar à igreja e pedir mais perdão, se os pecados do mundo cessassem nas igrejas, todos seriam santos, não haveriam pecadores e nem pecados.

O mal não existiria mais e a vontade de dormir transformaria em sono profundo.

Se os pecados da vida acabassem em uma sacristia, em um perdão protestante ou num terreiro de umbanda ou candomblé, centro espírita ou o que seja, Deus deixaria de criar a dor, a agonia, as doenças e as tragédias, sejam urbana ou outra qualquer.



Quando o poço está profundo, e quando não há mais o que fazer, mergulham de cabeça, os desesperados que se aniquilarão, por falta de amor, dinheiro, e até de perdão.

Os conflitos emocionais são tantos que o valor está mudando de valor.

Já não somos tão valorizados, criticamos para que mais tarde nos critiquem.

Falamos mal para que depois falem mal da gente.



Reclamamos de tão pouco se temos muito, às vezes reclamamos de nada, dizemos asneiras, tendo um tesouro muito valioso, a vida e as pessoas ao nosso redor.

Estamos perto de alguém e nem damos conta que esse alguém um dia vai nos fazer chorar, seja pela falta ou pela desilusão.

Falamos de Deus, Universo e essas coisas, mas não falamos de quem está ao nosso lado, seja em casa, trabalho ou nas ruas.



Estamos navegando à deriva, neste mundo de ilusão.

Não fomos, não viemos e nem sabemos o que somos.

Criticamos aquele e aquela, reparamos nos defeitos do próximo, nunca enxergamos nossas falhas, para nós, somos perfeitos, nada de defeitos, mas os outros são péssimos, somos Deuses e os outros ao nosso redor, são apenas eles...

O valor que damos pra nós é o desprezo que os outros nos traz.



Se temos defeitos físicos, alguma falha na genética, motivo de chacota, apelidos, brincadeiras que machucam, não entendemos porque, mas está acontecendo.

Se somos perfeitos, cheio de coisas que atraem, como a "boniteza", olhos bonitos, tudo bonito, temos amigos até demais, miss simpatia geral.

Se somos ricos até demais, mesmo com deficiência física, mesmo com a perfeição da beleza, também temos amigos à "rodo".



E nem damos conta que o valor real não está na "boniteza" ou na "feiura", está no convívio, no carinho, no Amor em comum, sintomas esses que estão desaparecendo a cada dia, ficando no esquecimento.

O Sermão do Padre, a Pregação do Pastor, o Culto de todas as Doutrinas, parecem não ter mais efeito, o caráter e a dignidade estão se curvando ao Capitalismo e por sua vez, cultuando o Deus do Materialismo.



O valor do ser humano é sua vida, o que pensa, o que é como pessoas, sua dignidade é o que tem de melhor, independente do que é, na posição social, independente do que foi ou será um dia, isso não morre, não acaba, nem aqui e nem ali, é eterno.


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