quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Dia dos Mortos, o dia de todos nós

Lamenta quem vai e lamenta quem fica.

Hoje, dia dos mortos, choramos pelos entes queridos que se foram.



Em breve os entes queridos chorarão pela nossa morte, se tivermos sorte.

Os dias passam, sempre a mesma coisa.

Não muda, sempre fica aquilo, repetitivo, como se uma obrigação.



A vida continua, num ciclo que se repete, os anos passam e a racionalidade fica.

A mesma coisa de sempre.

Os rituais e os cambaus...

Chorar por quem partiu e que parte chora por nós.

Dia de finados, que dia...



Lembrar e relembrar, como se numa obrigação sem fim.

Uns choram pelo Pai e uns Pais choram pelos filhos.

Ciclo, apenas isso.

Aprender com tudo isso?

Será que tem algo de bom em tudo isso?



Claro, mas o ser humano está muito ocupado com seus celulares, tablets, televisões e por aí vai, para perceber que mudanças são mudanças e isso ninguém percebe.

Estamos evoluindo?

Sei lá.

Esquisito tudo isso.

Meu corpo, queria que fosse cremado, mas se depender de minha família...



Hummm...

Difícil...

Mas, devemos ser positivos.

Os mortos não morrem, segundo algumas doutrinas, eles apenas vão para outro tipo de vida alternativa, outro lar.



A evolução não está em lamentar num dia específico a quem partiu e sim em aprender o que determinada pessoa deixou de bom, sua vida, suas ações e por aí vai...

A vida se funde ao morrermos e se separa, mas vai para outro lugar, tão perto e tão longe.

Somos todos, sem exceção, cadáveres ambulantes.

O dia de finados, o nosso dia verdadeiro.



Tem dia dos Pais, mas nem todos podem ser Pais, tem dia das Mães, nem todas são Mães, tem dia das Crianças, nem todos passam dos sete anos, tem dia do Avô, Avó e os cambaus, mas o dia que ninguém escapa, sem exceção, é o Dia de Finados, o dia dos Mortos.

Os anjos da morte moram em uma dimensão agradável, vestem seus uniformes antes do trabalho, ceifadores para uns, morte para outros.

Misticismo, Catolicismo, Protestantismo, Budismo, Hinduísmo e por aí vai, todos tem sua particularidade em relação a esse dia.



O Ser Supremo, Cristo Cósmico não faz nada ao acaso.

Mas nós devemos também ter noção do que somos e o que fazemos aqui, isso é impossível, na visão de muitos, mas poucos sabem.

Vivamos um dia por vez e assim a perpetuação progredirá, como as nuvens e as águas, nunca param e nunca desistem, sempre indo e vindo, num ciclo.

O ciclo deve existir, mas devemos a cada ciclo, evoluir em algo de bom.

Jesus assim disse:

- Levantai-vos e caminhai, mas a cada pedra no caminho, deve retirá-la, ao fazer isso, reflita onde deve colocá-la, pois essa mudança de lugar, se for mal feita, pode proporcionar um grave acidente.

Paz Irreverencial a Todos.

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