quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A Vida por um Fio

Vivemos ou não vivemos?

A intermediação do caráter da humanidade é divinamente poética.

A razão não tem uma significância plausível.

A liberdade está ficando cada vez menos liberta.

As ações diferenciadas de grupos de esquerda e a derrota acirrada dos grupos de direita.

Não calçamos mais sapatos, as roupas estão cada vez mais diminuindo, perdendo seu efeito de vestimenta.

A segurança nunca foi o forte da humanidade, o crescimento populacional é crítico, a água, os alimentos sintéticos, um caos dentro de outro caos.

Ninguém quer saber do quê e nem pra quê.

A sobrevivência é frustrante para os idealistas.

As mãos dormentes, os pés inchados, homens desesperados, crianças descalças, mulheres perdidas, mundo caótico, religiões desviadas, tudo dentro do nada e nada de tudo.

Ninguém mais sabe se estão indo ou voltando.

Palavras sábias da Mãe, castigo sério do Pai, não se pode mais fazer isso, é crime, mas as crianças podem roubar e matar, isso não é crime.

A educação não é mais levada à sério, o poder se encarrega disso.

Trabalho escasso, dívidas por todo lado, SPC e SERASA ditam suas Leis, as Leis não são mais para os desafortunados, nunca foram.

Pobres mais pobres, a repressão é demais, a loucura toma de conta, o que tem por aí, o que virá amanhã, o que se passou ontem e o que tem hoje?

Mãos suadas, calejadas, salário de fome, tristeza de tudo, tristeza de viver, saudade do passado, não tem o que comer, migalhas nas ruas, disputam com pombos, animais famintos, seres humanos aflitos, pobreza pra todo canto, meu Deus, existe ou é mito, não sei de nada, não sou nada, nem percebo nada, o nada é tudo pra quem não tem o que fazer, sem emprego, sem saúde e sem Paz...

Justos sendo perseguidos, trilhas da vingança, magia negra é a arma, tributos a fio, sem tetos desabam nas ruas, a justiça não ampara, os ricos escancaram, a nobreza humilha, classes sociais destroçadas, o bem esconde o mal e o mal descobre o bem...

O mundo invisível é o remédio, a cura para doentes aflitos, suicídios em massa, bombas pra todo lado, justiça dos indefesos é terrorismo, ninguém percebe o que ninguém pretende saber.

Televisões escondem o mundo, o mundo é visionário para quem tem visão de fato.

A esperança é uma lenda, o terror é a solidão, a doença é instalada, ninguém diz nada, ninguém tem o que fazer.

Humanidade aflita, infringida pelo medo, doenças surgem, tudo fica escasso, sem controle de natalidade, sem controle ambiental, sem nada a controlar.

Injustiçados choram no ventre da amada.

Indefesos pedem clemência, os Padre reza a missa, o Pastor grita, a multidão aplaude.

O Latim mais nada serve, línguas faladas deixam de ser escritas, a morte anda a meu lado, ao seu lado, esperando o momento final e o princípio de tudo.

Especulações imobiliárias para todo lado, telejornais espalham a doença, nada de cura, apenas ódio, raiva e rancor.

Tenho uma vida e nada posso fazer para viver.

Trancado, travado, as Leis não me deixam absorver o dia e nem pensar à noite.

O sono não vem, a Paz não chega, o tédio é meu guia.

O Criador não faz nada, estamos nos auto-destruindo, desfazendo o mal que fizemos.

Florestas devastadas, doenças incuráveis, choros calados, lágrimas salgadas, nada acontece para parar o que nem deveria ter começado.

O vento do norte, o vento do sul, as bússolas estão descalibradas, pólo magnético desviado, pássaros morrem, peixes homicidas se perdem na terra.

A minha vida é um jogo perdido, na calada da noite a insônia me acompanha, as estrelas são as esperanças de um dia ficar tudo bem.

Saudades de minha Mãe e meu Pai, partiram para o infinito, as essências permanecem, os fatos são visionários, arquiteturas acontecem, a mudança inevitável do planeta, o Universo dentro de Universo.

Somos minúsculos demais para entender que o que somos não é um resultado e sim uma transcendência.

A vida significa morte e a morte renasce todo dia.

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