sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vida Difícil

Por muitas vezes, o desespero é real.

Estou aqui, escrevendo meu diário, vocês podem ler, pois é pra isso que publico essas coisa neste Blog.

Expor meus sentimentos, as alegrias são raras, o descontentamento é maior.

Mas, devemos nos expor aos maiores tormentos que podemos suportar.

Seremos únicos em breve, Eu, Você e Todos.

A evolução na terra não é dada por Poder Aquisitivo, nem tampouco Força Bruta, a evolução é partilhada conosco todos os dias, nossa vivência é limitada, os dias encurtam a estadia neste planeta.

De onde viemos e pra onde vamos, não importa.

Subsequentemente, somos parte de algo que nem sabemos, talvez, como ratos de laboratório, talvez como parte de nós mesmos.

Estou aqui, só, o silêncio é minha canção, a saudade de outrora é meu alimento e a dor de senão saber mais o que fazer é meu tormento.

Quando o desemprego, a falta de alguém, o desprezo pelas pessoas materialistas, parece consumir o que mais temos de bom, é desesperador.

Tenho sono, ao deitar, o sono é menor que as recordações, o desânimo de viver chega, faço uma oração do Pai Nosso e Ave Maria, converso com o Criador, Jesus e quem mais esteja ao meu lado.

De alguma forma, isso me consola, me acalmo e levanto, tento encontrar o que fazer.

Sou Técnico em Eletrônica e Informática, procuro placas eletrônicas para desmontar, procuro ocupar a mente e penso de novo em não me isolar, tenho que conversar, ver alguém, quero sorrir de novo.

Tenho que dar a volta por cima, não sei por onde começar.

Estou sendo deixado de lado, meus irmãos, somem, desaparecem na névoa da escuridão, materialismo e consumismo ditam as regras.

As cidades em que passei e vivi nos últimos anos, estão desaparecendo, cinzas do passado.

Minha última tentativa de encontrar algo de bom, a felicidade, minha Ex, que não quis saber de mim, me dispensou em 21 de dezembro de 2013, também está desaparecendo na escuridão do amargo desprezo.

Estou limpando tudo que foi pior de minha vida, mas essa limpeza não é feita da noite pro dia, leva tempo.

Estamos em janeiro de 2018, as coisas estão tomando rumos novos, a vontade de viver tem que ressurgir, as forças vitais têem que se reencontrar.

A energia inovadora precisa de correr em minhas frágeis veias, preciso de algo que incentive a vida, não desistirei de procurar.

As coisas mais belas da vida, são as mais simples.

Então, faço de novo as orações, peço ao mundo divinal e invisível que me toque o coração e que resplandeça o jubileu que me trouxe à vida, que as trombetas toquem em um só tom, que as energias cósmicas me façam vivo, me reanime e que eu possa dar o grande salto, e que possa contar algum dia minha história de passado, vivendo e sorrindo...

As coisas da vida não são fáceis.

Estão cansados de ouvir isso, mas é verdade, por algum motivo, estamos aqui pra isso, não sabemos qual, mas é fato.

Vivemos num mundo com mais de dez mil religiões e ainda estamos perdidos.

Uns falam uma coisa, outros, outras coisas.

Entre a Fábula e a Lenda estão as dúvidas.

As camadas sociais mais inóspitas são dirigidas e ameaçadas quando não condizem com o que acham que é certo.

As Mães batem nos filhos, com intenção de corrigi-los, mas será?

Os presidiários sofrem horrores dentro das instituições carcerárias, se saírem, caem pior de quando entraram.

Porque a dúvida é o preço da incerteza, pois somos tão fiéis a tantas coisas?

Estou aqui, fiz uma pausa para o lanche, pois havia mais de oito horas sem comer, só tomando água.

Voltei a escrever este diário, mais parece um relatório.

São três e cincoenta da manhã, ainda escrevendo.

Isso tudo, de certa maneira, acalmou meus ânimos, estou mais coerente com tudo e o que estou passando.

Mas o medo da incerteza, o medo de que tudo ainda piore, não melhorará em nada.

Em 2011, pensei que tudo isso acabaria, minha vida havia mudado, as coisas mudaram, em dezembro de 2013, o mundo desabou, de um lugar mais alto, com impacto profundo e arrasador.

Não somos tão fiéis assim, não sabemos dominar isso tudo, digo isso por não ser o único.

Traumas existem, aniquilação de uma existência, os sonhos deixaram de aparecer, a realidade cruel e desumana traz à tona a verdade e o que se irá seguir.

Olhar para frente?

Sim.

Tudo pode mudar bruscamente, para pior e para melhor, então, estou esperando para ver.

Finalizo aqui, mas o caminho existe e cabe a mim seguir essa trilha, os obstáculos existem, os tropeços virão, mas devo levantar, erguer-me e seguir o caminho, um dia encontrarei o lugar certo e na hora exata.

Desistir?

Nem pensar, apenas não devo me entregar ao que ainda não conheço...

Meu Futuro...

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